[errata]

June 1, 2010 at 10:39 pm (Uncategorized) (, )

descobri que quando tento escrever o que sinto, eu sempre tento deixar tudo coerente demais!!

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aniversário do Zé

March 20, 2010 at 7:40 pm (Uncategorized) (, , , )

Por que eu não falaria também de mim.

É meu aniversário e me bate diversos sentimentos complicados. São, afinal, 25 anos de vida e não há no momento  nenhum balanço geral necessário. Há no entanto uma série de coisas que me vejo nos últimos dias que não são sentimentos que consigo ainda ponderar com capacidade.

Ano passado foi um ótimo ano pra eu conquistar diversas coisas que estava demandando. Maturidade pareceu um nome interessante pra realizar certas modificações. Ter mais coragem pra impôr meus desejos, aprender a me colocar aonde eu estou, aprender a dirigir, conseguir uma grana, criar objetivos e segui-los de forma mais determinada. Parece perfeito que tenha me recodificado em certos padrões que a gente aprende a respeitar dentro de uma ordem que, incondicionalmente, quer dizer estar mais serializado. No entanto, percebi que certos olhos brilhantes, desejos incondicionais e incondicionáveis, acabaram se perdendo no caminho. Até quando me divirto, poucas vezes choro de rir. Esse tempo foi algo que me deu realizações e muitas rugas. O próprio ativismo me parece muito menos interessante.

Trabalhar dentro do MinC foi algo que num me ensinou bosta nenhuma. Só me ensinou que realmente havia gente má e quem faz coisas estúpidas no mundo. Me ensinou também que a razão não é a palavra que deve me conduzir e que a justiça é prepotente tanto quanto eu submeto as pessoas quanto quando eu acho que eu não estou certo. Os estudos não fazem sentido mesmo e isso é algo que talvez até me atenha por um bom tempo. A revista me parece uma boa, vou aprender certas coisas processuais(é o que me parece que ela tenha a oferecer).

O amor já é algo mais complicado. Ando cada vez mais impaciente com as pessoas; compreensível não me parece um bom adjetivo pra nada no mundo. A maior parte das pessoas não são interessantes, a outra parte eu mal conheço. Mas mesmo assim, ainda me sinto um pouco carente, precisando de alguém pra trocar umas palavras razoáveis ou simplesmente para estar junto quando necessário. Alguém mais interessante talvez seja um tomo necessário pra eu me aguentar em pé no próximo ano.

Farei certas coisas nesse ano:  jardinar, estudar, pesquisar e reaprender a amar. E ponto final!!

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paciência

February 16, 2010 at 10:36 pm (Uncategorized) (, , )

[…]e minhas questoes pessoais continuavam tão más quanto no dia em que nasci. A única diferença era que agora eu podia beber de vez em quando, embora nunca o suficiente. A bebida era a única coisa que impedia um homem de se sentir para sempre atordoado e inútil. Todo o resto ia furando e furando sua carne, arrancando seus pedaços. E nada tinha o menor interesse, nada. As pessoas eram limitadas e cuidadosas, todas iguais. E eu teria que viver com esses fodidos pelo resto da minha vida, pensei. Deus, todos eles tinham cus, órgãos sexuais e bocas e sovacos. Cagavam e tagarelavam, e todos eram tão inertes quanto esterco de cavalo. As garotas pareciam legais a certa distância, o sol resplandecendo em seus vestidos, em seus cabelos. Mas vá se aproximar e ouvir seus pensamentos escorrendo boca afora, você vai sentir vontade de cavar um buraco ao sopé de uma colina e se entrincheirar com uma metralhadora. Eu certamente nunca conseguiria ser feliz, me casar, nunca teria filhos. Inferno, eu nem mesmo conseguia um emprego como lavador de pratos.

Misto Quente – Bukowski

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sobre essas perguntas

December 3, 2009 at 11:17 am (Uncategorized) ()

Desde que sai da Engenharia tenho passado por momentos de mudanças constantes. Entrei na UFMG, saí  da UFMG, voltei pra UFMG. Entrei no Ministério da Cultura, saí do MinC e voltei ao MinC. Fiz opções cujos recursos não seriam os mais disponíveis. Largar a Engenharia quando estava tudo arrumado? Sair da UFMG quando não se precisava pagar nada? Se cansar do MinC quando ganhava mais dinheiro do que já ganhei em toda a minha vida?

E essas não eram todas as perguntas que me faziam. O que esse curso faz? Pq vc saiu, vc é louco? pq vc não faz os dois pra se manter? acaba a engenharia e depois faz o seu “sonho”!

Perguntas demais!!

Agora dois amigos estão indo para Brasília e me vi, às vezes, desacreditado deles. Eles vão sem emprego, precisando se sustentar, a Denise não vai ter muito tempo para trabalhos, a cidade é cara. E me vi perguntando, mesmo que para mim mesmo, essas perguntas que são  antes de tudo perguntas de amor, por gostar realmente deles.

Mas o que me vem a cabeça, é até que ponto essas perguntas devem ser feitas. Para mim, talvez, a parte mais difícil de todo esse processo foi achar respostas para essas perguntas que não me trouxeram nada. Se tivessem me feito essas perguntas em 2003, quando eu estava na Engenharia era provável que não saberia responder a grande parte delas. E me tomarem o tempo para respondê-las foi uma das coisas mais complicadas.

Viver uma vida “alternativa” não é difícil. O difícil é racionalizar tudo e ter de dar respostas pra pessoas que não necessariamente estão interessadas em ouvi-las.

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Eu, ou Mal Secreto

September 14, 2008 at 3:41 pm (Uncategorized) (, )

o fantástico Jards Macalé, com Waly Salomão, cantado pelo Luis Melodia!!!

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cheiro da chuva

August 5, 2008 at 3:20 pm (Uncategorized) (, )

Hoje começou a chover, coisa que não acontecia a muito tempo… quando senti o cheiro da chuva, vim correndo pro blog pra escrever. Quando me lembrei que cheiro não se escreve senti uma mistura de coisas que ainda não sei o que era!

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