Dicionário: Desenvolvimento

June 9, 2010 at 9:49 pm (Uncategorized) (, , , , , )

Os habitantes das terras altas da Nova-Guiné revelaram-se, na verdade, exemplos de argúcia comercial – que eles usaram para preparar as mais extravagantes cerimônias “tradicionais”de que se tem lembrança.[…] Por mais que reclamem os burocratas neocoloniais ou os economistas do desenvolvimento, isso não constitui “desperdício” nem “atraso”: trata-se, precisamente, de desenvolvimento, do ponto de vista do povo em questão – sua própria cultura, em escala maior e melhor. “Sabe o que nós queremos dizer com desenvolvimento?”, perguntou um líde do povo kewa ao etnógrafo: “Queremos dizer a construção da linhagem, a casa-dos-homens, a matança dos porcos. Foi isso que fizemos”

Adeus aos Tristes Tropos do Marshall Sahlins

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[errata]

June 1, 2010 at 10:39 pm (Uncategorized) (, )

descobri que quando tento escrever o que sinto, eu sempre tento deixar tudo coerente demais!!

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Delicionário: Samba e amor

March 18, 2010 at 6:25 pm (Uncategorized) (, , , )

Eu faço samba e amor até mais tar……de
E tenho muito sono de manhã
Escuto a correria da cidade que arde
E apressa o dia de amanhã
De madrugada a gente inda se a………ma
E a fábrica começa a buzinar
O trânsito contorna a nossa cama – reclama
Do nosso eterno espreguiçar
No colo da benvinda companheira
No corpo do bendito violão
Eu faço samba e amor a noite inteira
Não tenho a quem prestar satisfação
Eu faço samba e amor até mais tar……de
E tenho muito mais o que fazer
Escuto a correria da cidade – que alarde
Será que é tão difícil amanhecer?
Não sei se preguiçoso ou se covarde
Debaixo do meu cobertor de lã

Eu faço samba e amor até mais tarde
E tenho muito sono de manhã

Samba e amor – Chico Buarque

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paciência

February 16, 2010 at 10:36 pm (Uncategorized) (, , )

[…]e minhas questoes pessoais continuavam tão más quanto no dia em que nasci. A única diferença era que agora eu podia beber de vez em quando, embora nunca o suficiente. A bebida era a única coisa que impedia um homem de se sentir para sempre atordoado e inútil. Todo o resto ia furando e furando sua carne, arrancando seus pedaços. E nada tinha o menor interesse, nada. As pessoas eram limitadas e cuidadosas, todas iguais. E eu teria que viver com esses fodidos pelo resto da minha vida, pensei. Deus, todos eles tinham cus, órgãos sexuais e bocas e sovacos. Cagavam e tagarelavam, e todos eram tão inertes quanto esterco de cavalo. As garotas pareciam legais a certa distância, o sol resplandecendo em seus vestidos, em seus cabelos. Mas vá se aproximar e ouvir seus pensamentos escorrendo boca afora, você vai sentir vontade de cavar um buraco ao sopé de uma colina e se entrincheirar com uma metralhadora. Eu certamente nunca conseguiria ser feliz, me casar, nunca teria filhos. Inferno, eu nem mesmo conseguia um emprego como lavador de pratos.

Misto Quente – Bukowski

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Punk

January 27, 2010 at 7:40 am (Uncategorized) (, , )

Das feridas
Que a pobreza cria
Sou o pus
Sou o que de resto
Restaria aos urubus
Pus por isso mesmo
Este blusão carniça
Fiz no rosto
Este make-up pó caliça
Quis trazer assim
Nossa desgraça à luz…

Ter cabelo
Tipo índio moicano
Me apraz!
Saber que
Entraremos pelo cano
Satisfaz!
Vós tereis um padre
Prá rezar a missa
Dez minutos antes
De virar fumaça
Nós ocuparemos
A Praça da Paz…

Sou um punk da periferia
Sou da Freguesia do Ó
Ó! Ó Ó Ó Ó Ó Ó Ó!
Aqui prá vocês!
Sou da Freguesia…(2x)

Transo lixo
Curto porcaria
Tenho dó
Da esperança vã
Da minha tia
Da vovó
Esgotados
Os poderes da ciência
Esgotada
Toda a nossa paciência
Eis que esta cidade
É um esgoto só…

Punk Da Periferia – Gilberto Gil

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Eu, ou Mal Secreto

September 14, 2008 at 3:41 pm (Uncategorized) (, )

o fantástico Jards Macalé, com Waly Salomão, cantado pelo Luis Melodia!!!

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Samba

August 29, 2008 at 6:17 pm (Uncategorized) (, , , )

Duke Ellington disse certa vez que o blues é sempre cantado por uma terceira pessoa, “aquela que não está ali”. A canção, entenda-se, não seria acionada pelos dois amantes (falante e ouvinte ou falante e referente implícitos no texto), mas por um terceiro que falta – o que os arrasta e fascina.

A frase do band-leader norte-americano é uma metáfora para a causa fascinante do jazz: a síncopa, a batida que falta. Síncopa, sabe-se, é a ausência no compaço da marcação de um um tempo(fraco) que, no entento, repercute noutro mais forte. A missing beat pode ser o missing link explicativo do poder mobilizador da música negra nas Américas. De fato, tanto no jazz como no samba, atua de modo muito especial a síncopa, incitando o ouvinte a preencher o tempo vazio com a marcação corporal – palmas, maneios, balanços, dança. É o corpo que também falta — no apelo da síncopa. Sua força magnética, compulsiva mesmo, vem do impulso (provocado pelo vazio rítmico) de se completar a ausência do tempo com a dinâmica do movimento no espaço.

O texto é de Muniz Sodré em Samba: O dono do Corpo de edição da Codedri de 1979.

A imagem tirei de Ludmila Tavares e por sinal achei ótima.

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Rede

August 23, 2008 at 5:16 pm (Uncategorized) ()

Quero voltar para Pasargada

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Monadologia

July 11, 2008 at 11:54 am (Uncategorized) (, , , )

“Não Cora o Livro de Ombrear Com o Sabre, Não Cora o Sabre de Chamá-lo Irmão” (Castro Alves)

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coqueiro verde

July 9, 2008 at 4:26 pm (Uncategorized) (, , , )

“Em frente ao coqueiro verde
Esperei uma eternidade
Já fumei um cigarro e meio
E Narinha não veio

Como diz Leila Diniz
O homem tem que ser durão
Se ela não chegar agora
Não precisa chegar

Pois eu vou me embora
Vou ler o meu Pasquim
Se ela chega e não me vê
Sai correndo atrás de mim”

Composição: Roberto Carlos / Erasmo Carlos

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