Dicionário: Desenvolvimento

June 9, 2010 at 9:49 pm (Uncategorized) (, , , , , )

Os habitantes das terras altas da Nova-Guiné revelaram-se, na verdade, exemplos de argúcia comercial – que eles usaram para preparar as mais extravagantes cerimônias “tradicionais”de que se tem lembrança.[…] Por mais que reclamem os burocratas neocoloniais ou os economistas do desenvolvimento, isso não constitui “desperdício” nem “atraso”: trata-se, precisamente, de desenvolvimento, do ponto de vista do povo em questão – sua própria cultura, em escala maior e melhor. “Sabe o que nós queremos dizer com desenvolvimento?”, perguntou um líde do povo kewa ao etnógrafo: “Queremos dizer a construção da linhagem, a casa-dos-homens, a matança dos porcos. Foi isso que fizemos”

Adeus aos Tristes Tropos do Marshall Sahlins

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sobre o conhecimento

February 9, 2010 at 4:59 pm (Uncategorized) (, , , , )

Todo pensador profundo teme mais ser bem do que mal compreendido. No segundo caso sua vaidade sofre talvez; mas no primeiro é seu coração, sua simpatia que repetem sem cessar: “Por que vocês querem viver tão duramente quanto eu próprio vivi?”

Além do bem e do Mal – Nietzsche apud Razão e Diferença – Marcio Goldman

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antropologia

February 9, 2010 at 12:59 am (Uncategorized) (, , , )

[…]. A Antropologia clássica, dos evolucionistas e Franz Boas, mal ou bem, sempre soube se colocar na áera de interesse das principais correntes do pensamento ocidental e, mesmo, da “cultura geral” dos segmentos mais sofisticados da população.Termos como totens e tabus, fetichismo e religiões, raças e racismo, tal qual refletidos pelos antropólogos, sempre encontraram boa repercusão. A antropologia contemporânea, ao contrário, vem se caracterizando por uma espécie de enclausuramento, de encerramento em si mesma. Os esforços visando participar nos debates contemporâneos não são capazes de esconder o fato de que uma hiperespecialização ao mesmo tempo temática e geográfica (consequência talvez inevitável do acumulo de materiais) parece recusar a ambição totalizadora da antropologia classica. Além disso, uma exacerbada discussão endogâmica acerca de conceitos e postulados tidos outrora como acima de dúvida (racionalidade, relativismo, antietnocentrismo, etx…) costuma afugentar o leitor não especializado – e, devemos confessar, algumas vezes mesmo o especializado. Não se trata, é claro, de dizer que  esses dois processos, hiperespecialização e endo-discussão, sejam absolutamente negativos;  pelo contrário, ambos possuem inúmeros aspectos positivos fundamentais. Tentei apenas delimitá-los como característicos de uma disciplina um pouco insegura de si mesma e que – esse é o ponto – parece sofrer de uma espécie de “complexo de culpa” por essa insegurança que contudo, e afinal de contas, não é obrigatoriamente negativa.

Razão e Diferença – Márcio Goldman

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Sua Estupidez 2.0

December 22, 2009 at 10:07 am (Uncategorized) (, , , , , )

Achei esse vídeo bacana no blog da Utsch. O vídeo trata da construção da barragem de Belo Monte no Xingú!!!

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Antropologia

September 5, 2009 at 11:31 am (Uncategorized) (, )

Pergaminho do Mar Morto datado de 5000 A.C. encontrado em uma caverna da Cornualia, representando um antropólogo, posteriormente plagiado por Leonardo da Vinci no seculo XV. fonte: http://desciclo.pedia.ws/wiki/Antropologia

Pergaminho do Mar Morto datado de 5000 A.C. encontrado em uma caverna da Cornualia, representando um antropólogo, posteriormente plagiado por Leonardo da Vinci no seculo XV. fonte: http://desciclo.pedia.ws/wiki/Antropologia

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Carta a um Crítico Severo

September 3, 2009 at 7:12 pm (Uncategorized) (, , , , )

O Cyrano disponibilizou um trecho do livro conversações do Deleuze no blog dele. Muito bom dani, já fui correndo e dei uma roubada. Aí vai um treccho de aperitivo:

Você é encantador, inteligente, malevolente, quase ruim. Mais um esforço… afinal, a carta que você me manda, invocando ora o que se diz, ora o que você mesmo pensa, e os dois misturados, é uma espécie de júbilo pela minha suposta infelicidade. Por um lado, você diz que estou acuado, em todos os sentidos, na vida, no ensino, na política, que me tornei uma vedete imunda, que aliás isso não dura muito, e que não tenho saída. Por outro lado, você diz que eu sempre estive a reboque, que sugo o sangue e degusto os venenos de vocês, os verdadeiros experimentadores ou heróis, e que eu mesmo fico à margem, só observando e tirando proveito. Para mim não é nada disso. Já estou tão cheio de verdadeiros ou falsos esquizos que me converteria com prazer à paranóia. Viva a paranóia! O que você pretende me injetar com sua carta é um pouco de ressentimento (você está acuado, você está acuado, “confessa”…) e um pouco de má consciência (não tem vergonha, está a reboque…); se era só isso, não valia a pena me escrever. Você se vinga por ter feito um livro sobre mim. Sua carta está repleta de uma comiseração fingida e de uma real sede de vingança. (Deleuze)

o resto

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Rumeu e Julieta e a Origem do Estado

September 3, 2009 at 6:13 pm (Uncategorized) (, , , )

Esse é um dos textos mais interessantes da antropologia política!! Seu trabalho relaciona Romeu e Julieta, uma obra que é famosa só um pouquinho(rs), e o nascimento do Estado, a partir, principalmente, da leitura de Machiavel.

Mais um ponto pro Viveiros de Castro, dessa vez, com ajuda de Ricardo Benzaquen!!!

Romeu e Julieta e o Nascimento do Estado – Viveiros de Castro

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Ogum e Oxóssi

May 23, 2009 at 1:47 pm (Uncategorized) (, , , , )

Pra duas grandes amigas de São Jorge:

OXOSSI APRENDE COM OGUM A ARTE DA CAÇA

Oxossi é irmão de Ogum.
Ogum tem pelo irmão um afeto especial.
Num dia em que voltava da batalha,
Ogum encontrou o irmão temeroso e sem reação,
cercado de inimigos que já tinham destruído quase toda a aldeia
e que estavam prestes a atingir sua família e tomar suas terras.
Ogum vinha cansado de outra guerra, mas ficou irado e sedento de vingança.
Procurou dentro de si mais forças para continuar lutando e partiu na direção dos inimigos.
Com sua espada de ferro pelejou até o amanhecer.

Quando por fim venceu os invasores, sentou-se com o irmão e o tranqüilizou com sua proteção.
Sempre que houvesse necessidade ele iria até seu encontro para auxilia-lo.
Ogum então ensinou Oxossi a caçar, a abrir caminhos pela floresta e matas cerradas.
Oxossi aprendeu com o irmão a nobre arte da caça. Sem a qual a vida é muito mais difícil.
Ogum ensinou Oxossi a defender-se por si próprio e ensinou Oxossi a cuidar da sua gente.
Agora Ogum podia voltar tranqüilo para a guerra.
Ogum fez de Oxossi o provedor.
Oxossi é irmão de Ogum
Ogum é o grande guerreiro.
Oxossi é o Grande Caçador.

Fonte: Prandi, R. Mitologia dos Orixás. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.

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Radios livres

November 19, 2008 at 10:30 am (Uncategorized) (, , , )

texto totalmente excelente da Flora, abaixo soh a conclusao:

A principal dificuldade que encontramos neste trabalho são os embaraços apresentados ao colocarmos em foco o porta-voz dos não-humanos, ou melhor, quem fala através dos não humanos, visto que estes não são nem objetos, nem fatos. Se pensarmos apenas, seguindo o exemplo do transmissor e do programador de radio, que os não humanos “aparecem como entidades novas que fazem falar aqueles que se reúnem em torno delas” (Latour 2004:128), a dificuldade ainda parece não cessar. O debate que deve ser colocado diz respeito a como Bruno Latour sugeriu em diversos artigos, a voz dos não humanos – Quem fala por eles? Porem, para esse breve artigo nos contentamos a imergir dentro do universo da Radiola e perceber que, nesse caso, a voz do não humano esta no ato defaze-lo capaz de agir e de agrupar o coletivo.

Também é importante chamar a atenção de que humano não se resumem a sujeitos e não humanos não se resumem a objetos. Conceitos como sujeito e objeto são entendidos neste trabalho como formas representativas de separação, incapazes de se reunirem. segundolatour(2004:142):

“a extensão do coletivo permite uma extensão bem diferente dos humanos e ao humanos exigida pela guerra fria entre os objetos e os sujeitos. Estes faziam um jogo de resultado nulo: tudo o que um perdia o outro ganhava e reciprocamente. Os humanos e os não humanos podem, quanto a eles,agregar-se sem exigir o desaparecimento do seu oposto.”

O estudo da Radiola nos faz enxergar a importância das associações, e mais do que isso, a importância dos humanos e nao-humanos na composição das mídias livres no pais. O estudo das Rádios Livres também aparece como uma forma de circunscrever as relações sociais que se configuram atualmente nas sociedades complexas.

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Cultura: um conceito reacionário

August 29, 2008 at 6:48 pm (Uncategorized) (, , , , , , , , )

Digitalizei esse texto em doses homeopáticas, ele se chama Cultura: um conceito reacionário do Félix Guattari publicado no livro Micropolítica: Cartografias do desejo do mesmo autor em parceria com a Suely Rolnik. A idéia de digitaliza-lo vem de várias conversas que já tive a seu respeito, especialmente com o Cyrano e sua digníssima esposa, e de uma idéia embrionária que ando tendo de escrever algo a respeito de mídias livres e microeconomia. O texto está nesse link e acho que serve de um bom parâmetro para pensarmos diversas coisas, para mim, especialmente, as diversas formas de ativismos e de apropriação da palavra cultura, muitas vezes utilizadas por “boas” pessoas (que querem dar, preservar ou consumir/vender cultura) mas que no final das contas correm o risco de reforçar as coisas mais perversas da palavra

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