O Haiti é aqui

January 19, 2010 at 4:16 pm (Uncategorized) (, , , , )

To aqui pensando em como tratar de assuntos antropológicos em outras instâncias que não somente uma conversa de cumpades e quando eu vejo a Globo(ai a Globo), o que a Lilian me diz faz ainda mais sentido. Nesse momento estar lá parece-me uma questão ainda mais importante, relatos como o de Rubem César, Presidente da ONG Viva Rio, e os de um comitê de pesquisadores da UNICAMP no Haiti que montaram um simples blog, me passam a importância de estar lá, de ouvir alguém que se deixou sentir pelo lugar aonde está.

E olha, pela estupidez da Rede Globo, como essas coisas são realmente necessárias:

[fonte: Globo]

Em situações de completo caos, como é o caso do Haiti, a generosidade e a humanidade caem por terra, dizem os estudiosos. O que prevalece é o instinto. Uma disputa quase animal, sem regras, pela sobrevivência.

“Infelizmente são comportamentos primários que cada indivíduo tem de manter a sua integridade como ser humano. Então a pessoa desesperada procura comida para poder se alimentar e alimentar os seus que estão precisando”, explica Eduardo Ferreira Santos, psiquiatra.

E daí ele diz que isso deriva de uma situação em que a falta de água, de alimentos e abrigo prejudicam a região do córtex cerebral, responsável pela moral e a humanidade(só faltou falar da propriedade e bons costumes). E o mais interessante, os exemplos que demonstram tal comportamento primário não é só a luta por comida (muito comum na festa de aniversário de São Paulo…rs) mas pela organização em pequenos grupos que se unem para dormir em praças. Mas que comentário infeliz desse psiquiatra

Ele diz ainda que enquanto não houver uma organização, uma forma de comando, eles continuarão formando grupos para se proteger.

Oooohh… e aí quando chegar tal forma de comando(ainda em disputa entre EUA, Brasil e ONU, como previu Hobbes e Maquiavel) vai todo mundo pra casa? Eu digo que já há algumas formas de comando, que não são nações querendo controlar as outras, mas grupos se gerindo, solidarizando-se e criando alternativas. Mas vê-se que parte do discurso dessas missões de ajuda ao Haiti não se restringem a essa pauta… mas querem também o poder central: quantos Marines o Brasil ou os EUA poderão levar à ilha?

Lembrei-me da música do Caetano Veloso, que em meio a milhões de desgraças no Brasil, a classe média e alta deste enviava alimentos ao Haiti.

O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui

Esta música ainda me parece atual. Quem me parece ter o córtex cerebral danificado? Acho que o Haiti é aqui… e estes famintos insaciáveis que sempre nos saquearam, querem saquear o Haiti.

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