Eu, ou Mal Secreto
o fantástico Jards Macalé, com Waly Salomão, cantado pelo Luis Melodia!!!
Samba
Duke Ellington disse certa vez que o blues é sempre cantado por uma terceira pessoa, “aquela que não está ali”. A canção, entenda-se, não seria acionada pelos dois amantes (falante e ouvinte ou falante e referente implícitos no texto), mas por um terceiro que falta – o que os arrasta e fascina.
A frase do band-leader norte-americano é uma metáfora para a causa fascinante do jazz: a síncopa, a batida que falta. Síncopa, sabe-se, é a ausência no compaço da marcação de um um tempo(fraco) que, no entento, repercute noutro mais forte. A missing beat pode ser o missing link explicativo do poder mobilizador da música negra nas Américas. De fato, tanto no jazz como no samba, atua de modo muito especial a síncopa, incitando o ouvinte a preencher o tempo vazio com a marcação corporal – palmas, maneios, balanços, dança. É o corpo que também falta — no apelo da síncopa. Sua força magnética, compulsiva mesmo, vem do impulso (provocado pelo vazio rítmico) de se completar a ausência do tempo com a dinâmica do movimento no espaço.
O texto é de Muniz Sodré em Samba: O dono do Corpo de edição da Codedri de 1979.
A imagem tirei de Ludmila Tavares e por sinal achei ótima.
Monadologia
“Não Cora o Livro de Ombrear Com o Sabre, Não Cora o Sabre de Chamá-lo Irmão” (Castro Alves)
coqueiro verde
“Em frente ao coqueiro verde
Esperei uma eternidade
Já fumei um cigarro e meio
E Narinha não veio
Como diz Leila Diniz
O homem tem que ser durão
Se ela não chegar agora
Não precisa chegar
Pois eu vou me embora
Vou ler o meu Pasquim
Se ela chega e não me vê
Sai correndo atrás de mim”
Composição: Roberto Carlos / Erasmo Carlos
Falta
Um bom vídeo com uma música do Makely!!
“Não sinto mais falta de nada aprendi a viver da falta que você me faz.
Agora até mesmo quando bebo água a magoa dessa sede é o que me satisfaz.” (Makely Ka)
Feng Shuí
Vou fazer um Feng-shui em mim mesmo:
Começarei tirando os carrapatos do todo e o vermelho das bochechas. Bochechas não servem para a vergonha.
Vou tirar a inteligência do pau e o colocarei na cabeça. A cabeça servirá de abajur, apenas me dará verdades a seguir. Ótimo lembrete: Comprar meia dúzia de verdades e espalhe pelo corpo inteiro.
Nos pés vc deve manter as frieiras, elas vão servir de hobby, enquanto isso, o pau serve de playground.
O cabelo deve ser auto sustentavel… a natureza sabe se virar.
A dor de cutuvelo não deve apontar para o norte, colocarei no banheiro, na fossa!
Tirar as marcas de carpinteiro da mão e a idéia de que vc é Jesus Cristo da cabeça.
As roupa eu já tenho, um lindo macacão transcendente.
Tirarei todo o romantismo do coração e tacarei de volta a poesia concreta(sangrado/ de sangue a sangue).Lembrar que essa parte é muito importante, apesar do concreto a mobilia deve ser pós moderna. Colocar um lembrete: Nesse labirinto possui um minotauro! Tirar o excesso de bondade e trocar por malícia!!!




