Manual de férias!!!
O que fazer de depois de amanhã:
procurar uma praia para descansar(7 dias)
visitar a ecovida São Miguel(dias a negociar)
procurar um lugar para ir no reveillon
procurar um lugar para ir no carnaval
ler Araweté: Deuses Canibais
ler Mil Platôs
ler O Anti-Édipo
sobre essas perguntas
Desde que sai da Engenharia tenho passado por momentos de mudanças constantes. Entrei na UFMG, saí da UFMG, voltei pra UFMG. Entrei no Ministério da Cultura, saí do MinC e voltei ao MinC. Fiz opções cujos recursos não seriam os mais disponíveis. Largar a Engenharia quando estava tudo arrumado? Sair da UFMG quando não se precisava pagar nada? Se cansar do MinC quando ganhava mais dinheiro do que já ganhei em toda a minha vida?
E essas não eram todas as perguntas que me faziam. O que esse curso faz? Pq vc saiu, vc é louco? pq vc não faz os dois pra se manter? acaba a engenharia e depois faz o seu “sonho”!
Perguntas demais!!
Agora dois amigos estão indo para Brasília e me vi, às vezes, desacreditado deles. Eles vão sem emprego, precisando se sustentar, a Denise não vai ter muito tempo para trabalhos, a cidade é cara. E me vi perguntando, mesmo que para mim mesmo, essas perguntas que são antes de tudo perguntas de amor, por gostar realmente deles.
Mas o que me vem a cabeça, é até que ponto essas perguntas devem ser feitas. Para mim, talvez, a parte mais difícil de todo esse processo foi achar respostas para essas perguntas que não me trouxeram nada. Se tivessem me feito essas perguntas em 2003, quando eu estava na Engenharia era provável que não saberia responder a grande parte delas. E me tomarem o tempo para respondê-las foi uma das coisas mais complicadas.
Viver uma vida “alternativa” não é difícil. O difícil é racionalizar tudo e ter de dar respostas pra pessoas que não necessariamente estão interessadas em ouvi-las.
não consigo dormir.tenho uma mulher atravessada entre minhas pálpebras.
se pudesse diria a ela que fosse embora,
mas tenho uma mulher atravessada em minha garganta.
E. Galeano
Homenagem a dpádua

Há um bom tempo conhecia o dpadua pela internet. O cara que era uma das referências pro cyrano(uma das minhas referências) dentro de várias listas e que tinha um olhar crítico e autocrítico que nunca perdia uma doçura e tranquilidade nas opiniões dentro de constantes discussões acaloradas de diversas listas.
No entanto, desde 2006, data em que o conheci pessoalmente venho tentando fazer com que os dois, cyrano e padua, se encontrassem. Há uma semana, a denise e o cyrano tiveram a confirmação de que iriam morar em Brasília(mesma residência do dp) no ano que vem. Assim, já fazia meus planos para o encontro dos dois, que pra mim seria lendário.
Sexta-feira à noite, a Rachel me liga me dando uma tristíssima notícia da morte do padua por um câncer bizarro no joelho. Pouquíssimo tempo antes de um momento que pra mim seria especial. Mas temos paciência dp… deus tem o tempo certo das coisas, vc deve ter ido por um bom motivo, assim como a sua vinda era recheada de bons motivos.
Espero que continue encantando nossas borboletas. Por mais que tenha deixado uma grande tristeza no coração da gente, o seu saldo é positivo. Ave Pádua!!!
Carta a um Crítico Severo
O Cyrano disponibilizou um trecho do livro conversações do Deleuze no blog dele. Muito bom dani, já fui correndo e dei uma roubada. Aí vai um treccho de aperitivo:
Você é encantador, inteligente, malevolente, quase ruim. Mais um esforço… afinal, a carta que você me manda, invocando ora o que se diz, ora o que você mesmo pensa, e os dois misturados, é uma espécie de júbilo pela minha suposta infelicidade. Por um lado, você diz que estou acuado, em todos os sentidos, na vida, no ensino, na política, que me tornei uma vedete imunda, que aliás isso não dura muito, e que não tenho saída. Por outro lado, você diz que eu sempre estive a reboque, que sugo o sangue e degusto os venenos de vocês, os verdadeiros experimentadores ou heróis, e que eu mesmo fico à margem, só observando e tirando proveito. Para mim não é nada disso. Já estou tão cheio de verdadeiros ou falsos esquizos que me converteria com prazer à paranóia. Viva a paranóia! O que você pretende me injetar com sua carta é um pouco de ressentimento (você está acuado, você está acuado, “confessa”…) e um pouco de má consciência (não tem vergonha, está a reboque…); se era só isso, não valia a pena me escrever. Você se vinga por ter feito um livro sobre mim. Sua carta está repleta de uma comiseração fingida e de uma real sede de vingança. (Deleuze)
Rumeu e Julieta e a Origem do Estado
Esse é um dos textos mais interessantes da antropologia política!! Seu trabalho relaciona Romeu e Julieta, uma obra que é famosa só um pouquinho(rs), e o nascimento do Estado, a partir, principalmente, da leitura de Machiavel.
Mais um ponto pro Viveiros de Castro, dessa vez, com ajuda de Ricardo Benzaquen!!!
Romeu e Julieta e o Nascimento do Estado – Viveiros de Castro

